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- A Filha de Mercúrio

- Oct 30, 2020
- 3 min read
Desde o início de 2020 que estamos a viver um período de revisão e de ressignificação de uma ou várias áreas da nossa vida. Ao longo do ano fomos sentindo as pressões, as limitações, enfrentámos o medo, a instabilidade, a incerteza e em muitas alturas, muitas de nós desejaram que tudo isto acabasse depressa. Não passou! Mas tivemos a oportunidade de olhar para as nossas vidas e ver o que precisava de ser transformado, o que podia melhorar e onde podíamos ser melhores. Se olhámos com atenção, pudemos perceber o que verdadeiramente nos motiva, onde estávamos a brilhar e o que nos estava a roubar o brilho. Casa, família, trabalho, relações afetivas, saúde, recursos e para resumir, tudo aquilo que são ou julgávamos serem as fundações das nossas vidas, puderam sofrer um upgrade e ganharam uma versão mais elevada, avançada, melhorada.
Se fizemos o trabalho de casa, hoje estamos a viver versões de nós mesmas mais autênticas e mais alinhadas com a nossa voz interior. Se fizemos o trabalho de casa, hoje sabemos o preço da responsabilidade, mas também conhecemos o lucro ou a recompensa dos nosso sacrifícios e da nossa disciplina. Se tudo correu bem, a nossa vida prática hoje é mais ordenada, mais disciplinada e se já não o fizemos, hoje estamos a criar as condições para tornar a nossa vida mais alinhada com aquilo que faz o nosso coração vibrar. Dificilmente pudemos chegar aqui sem perceber que a vida exige responsabilidade e disciplina, mas apenas para poder ser vivida em pleno, de forma íntegra/autêntica e de acordo com aquilo que nos alegra o coração. E se por vezes sentimos que a coisa está a ser difícil de levar é somente por nos mantermos fixas ao que só nos pesa no caminho; é somente por resistirmos a libertar pessoas, padrões, empregos, apegos, relações ou o que quer que seja que teimamos em arrastar pela vida fora.
Pois que agora entrámos no período da provação final. Depois das revisões, das tomadas de consciência e de tudo o que transformámos, agora chegou o momento em que somos chamadas ao exame final de tudo aquilo que aprendemos e de nos responsabilizarmos pelas nossas escolhas em absoluto. Não dá mais para atirar para debaixo do tapete ou deixar para depois. Não dá para adiar mais e não dá mais para culpar o vizinho do lado pela nossa infelicidade, frustração, desconforto ou falta de realização. Depois de um período lento e até pesado, a vida começa a ganhar movimento e ritmo e a vida vai testar-nos. Ela quer saber se nós já somos capazes de nos assumir como os Deuses e Deusas que somos ou se ainda temos trabalho para fazer. E se ainda houver trabalho para fazer, ela vai espremer-nos, pressionar-nos, inquirir-nos (sim, ao jeito da Santa Inquisição) até que o trabalho esteja feito.
Os próximos meses vão exigir-nos muita coragem e muita determinação, por isso ainda bem que temos Marte em Carneiro por mais 3 meses. E vão exigir-nos muito Amor por nós e pela vida. Ou pelo Mundo. Ou pela Vida que queremos ver manifestada no Mundo, porque nós somos os únicos responsáveis por essa Vida. E vão exigir-nos muita Sabedoria, não dessa que existe nos livros, mas daquela que carregamos dentro de nós. A nossa melhor ferramenta será a nossa bússola interna. Mesmo nos períodos de confusão, quando não fizerem ideia de para onde ir, o que fazer ou como reagir, tirem 3 minutos para ficar em silêncio, respirem fundo e conectem-se à vossa voz interior... e confiem! Mesmo quando racionalmente não fizer sentido nenhum, confiem. Se ainda não confiamos na nossa Voz é porque ainda não percebemos nada sobre o que é ser uma alma encarnada.
Somos partes de um Todo e que temos uma missão e uma responsabilidade para com esse Todo. E esta é uma responsabilidade para ser levada com alegria, com leveza, com graciosidade e com muito amor. É uma responsabilidade para ser levada com a certeza de que a vida não é para ser levada a sério. E na dúvida, confiamos. Na dúvida, rimos. Na dúvida, entregamos com a certeza de que nada do que virá será maior do que a nossa alma. Na dúvida, amamos. A Vida começa dentro de nós e o Mundo será sempre tão mais bonito, quanto mais bonito for o nosso jardim interior.
Mil bênçãos!





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