Diário Cósmico - 11/10/2021
- A Filha de Mercúrio

- Oct 11, 2021
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Coisas mais giras da Terra...
Está pesado! Talvez sejam as responsabilidades ou a carga que colocamos ás costas. Talvez seja a vontade de avançar, mas sem sabermos bem para onde queremos ir, como podemos ir, como podemos fazer, porque no fim nem tudo depende de nós e da nossa vontade. Ou pode ser o tempo que escasseia, que não chega para tudo, que nos aperta, espreme, consome. O corpo pode acusar cansaço, dores, falta de vitalidade e no meio da centrifugação muitas vezes vem a frustração, a falta de paciência e a vontade de rodar a baiana e mandar tudo para o real raio que parta.
A boa notícia é que quando a carga é grande, a dada altura somos obrigados a libertar ou acabamos enterrados numa qualquer valente poça de... lama. Começamos por respirar fundo, fazer a listinha de todas as porras com que temos que lidar e resolver, priorizamos, definimos prazos e decidimos onde vale mesmo a pena investir tempo e onde não vale. Tempo é energia. Pensamento é energia. E nós precisamos cuidar da nossa energia.
À medida que a semana fora avançando, a nossa consciência, a nossa essência, o nosso brilho e o nosso fogo interno vão começar a querer despertar e expandir-se. Podem ver a coisa como uma espécie de ativação, como o acordar de uma sabedoria que está dentro de nós e que é despertada. Mas o que vai despoletar esse acordar serão as nossas sombras, os nossos medos, as nossas vergonhas, as partes de nós que rejeitamos, que escondemos (até de nós mesmos). Podemos ter que lidar com as feridas antigas, aquelas que escondemos para sobreviver, mas que nunca foram devidamente enfrentadas. Aquelas que nasceram de situações que evitamos reviver porque quando o fazemos, sentimos um aperto no peito e o choro a querer sufocar-nos. O segredo dessas feridas é que escondem falsas versões de quem somos. São as versões que construímos para sobrevivermos, mas que escondem as partes de nós com que não fomos capazes de lidar, as responsabilidades que não fomos capazes de assumir (e por isso culpámos outros e a vida) e o perdão que não fomos capazes de nos dar.
Vamos iluminar sombras. Vamos curar feridas. Vamos libertar espaço. Vamos fazer detox. Vamos encontrar novas formas de fazer coisas, de lidar com coisas e de nos organizarmos na vida. A estrutura é a base de toda a libertação. Sem estrutura o avanço é desorganizado e caótico. Sem estrutura as emoções, as vontades e os desejos correm pelo prado como cavalos selvagens. E a estrutura mais importante é a estrutura interna.
E depois vamos ter que lidar com o que depende de nós e o que depende dos outros. E perceber que o nosso tempo nem sempre é o tempo dos outros. E que a nossa vontade nem sempre é a vontade dos outros. E decidir se ficamos ou se vamos. Se vamos juntos ou se vamos sozinhos. Se podemos crescer juntos ou se juntos só nos atrasa a vida. E vamos discutir, vamos confrontar, vamos mais uma vez lidar com o que nos assusta, com o que nos mete medo, com os segredos que escondemos, com o que camuflamos para parecer equilibrados e saudáveis, mas que existe, é real e está sempre a funcionar no quarto dos fundos da nossa mente, aquele que tem a porta secreta para o nosso coração e que o mina com o cheiro nauseabundo do lixo todo que atiramos para lá. A boa notícia é que vamos estar motivados! Meus queridos... ai se vamos! Porque queremos mesmo avançar no nosso caminho, queremos mesmo sair das zonas cinzentas, queremos definir em vez de definhar, queremos libertar-nos de sermos controlados pelos nossos lugares escuros. E a vontade de avançar para uma nova fase da nossa existência é tão grande que vamos estar dispostos a fazer o trabalho sujo, a suar, a ganhar um arranhão aqui e a ali, a sofrer um corte aqui ou acolá. Queremos limpar a lixeira e tornar a nossa casa mais limpa, mais saudável e mais iluminada.
O ciclo que iniciámos em Abril está agora a atingir o seu ápice. 2020 remeteu-nos para o nosso jardim interno e obrigou-nos ao confronto com tudo o que estava errado, desequilibrado, mal cuidado, obsoleto, desmazelado, com falta de atenção... e a maioria de nós fez o trabalho tão bem feito que acabou por se focar tanto no jardim, que se esqueceu que há um mundo lá fora. Muitos de nós autocentraram-se, mas encontraram o centro mais no ego do que no coração. O que nos tem estado a ser proposto é que, fortalecido o Eu, jardim cuidado, sejamos agora capazes de ir para o mundo dar atenção ao que existe lá fora. Isto é como quem diz, agora que já me estruturei, que estou mais saudável, mais completo, mais autossuficiente, com as minhas estruturas reforçadas, vou olhar para as minhas relações, para os meus amigos, para as pessoas de quem gosto e para a vida em geral e perceber de que forma posso contribuir com o que ganhei neste período.
Não vamos poder repetir o passado. O mundo em que o passado aconteceu já não existe. As pessoas que conheciam em Abril/Maio (para não ir mais atrás) já não são as mesmas e o desapego e a dependência que ainda não foram cortados, vão ser nas próximas semanas a bem da nossa autonomia, liberdade e independência, não para darmos asas à nossa personalidade, mas para conquistarmos a nossa identidade e a deixarmos brilhar onde é necessária.
Há o ciclo que iniciámos em 2020, em Abril de 2021 começou a revisão desse ciclo, agora estamos a organizar, assentar e sedimentar o que resultou dessa revisão e a começar a dar os passos, a estruturar ações, que nos vão levar à próxima fase do nosso processo evolutivo. Não vejam as coisas como boas ou más, fáceis ou difíceis. Viver na dualidade é o nosso "carma", mas a expansão dá-se através da contração, a libertação através dos processos de cura, a iluminação através do confronto com as sombras. A Luz e as Trevas não vivem uma sem a outra e ambas fazem parte de tudo o que existe no Universo. Cada vez mais somos convidados a viver em linhas de tempo diferentes, realidades alternativas e a integrar várias dimensões da nossa existência. Passado e futuro convergem, vários ciclos intercalam-se, os conceitos de longe e perto são redefinidos e deixam de estar relacionados apenas com o espaço físico, mas também com espaços energéticos, vibracionais e dimensionais. Por isso é tão importante manter a visão da águia, olhar para tudo o que É com o coração e usar a mente cósmica para canalizar a sabedoria divina por trás de cada processo.
O meu conselho para as próximas semanas é que se organizem e estruturem. Se for preciso, façam listas por áreas de vida com o que é mais importante, considerando que o mais importante é sempre a vida que acontece dentro de nós, o que traz paz, alegria e amor ao nosso coração. O que não for importante ou puder ser adiado, coloquem numa folha à parte. Assim podem deixar em suspenso para quando tiverem tempo, se acharem que ainda vale a pena, logo lhe pegarem. O que sentirem que já passou mesmo do tempo e já não faz sentido, libertem. Entreguem ao cosmos que ele encarrega-se do resto. E aprendam a respirar. Tirem tempo para descansar e tirem tempo para se divertirem sem culpas. Cuidem da vossa casa (interna) e transformem-na num templo. Quando a coisa apertar é lá que vão querer estar, é lá que vão encontrar conforto, perdão, cura e vitalidade. Sejam gentis, sejam pacientes, perdoem-se e não se cobrem em demasia. Coisas "boas" estão a caminho, mas precisamos da alma limpa e do coração leve para as saber reconhecer.





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