Diário Cósmico - Até ao final do ano... e mais além.
- A Filha de Mercúrio

- Dec 8, 2021
- 6 min read
Olá Belezas Cósmicas,
Venho falar-vos sobre o final do ano e, por ser um momento complexo, decidi que me/vos ia poupar a pormenores mais técnicos que vos podem gerar confusão e dispersão e que ia tentar focar-me mais na mensagem do que nos detalhes.
Antes de avançar, a primeira coisa que vos quero dizer é que tendo em conta que a minha linguagem é a Astrologia, para mim o fim do ano não representa necessariamente o fim do ciclo anual. O primeiro signo do Zodíaco é Carneiro e como tal, o fechar do ciclo faz-se quando o Sol entra em Peixes e inicia-se um novo quando transita para Carneiro. Em 2022 o Sol entra em Carneiro em 20 de Março, representando o Equinócio da Primavera, e a Lua Nova que traz o mote ao inicio do novo ciclo dá-se em 01 de Abril.
A segunda coisa que vos quero dizer (ou voltar a repetir) é que para viverem melhor estes processos, têm que ultrapassar a noção de tempo linear. Uma imagem que vos pode ajudar a compreender é a típica ideia de termos muitas tabs abertas. Imaginem que têm o vosso computador ligado e estão a fazer algum trabalho que vos exige terem várias páginas e programas a trabalhar em simultâneo, cada um com a sua tarefa e a ocorrerem em tempos diferentes. É igual com a nossa vida. O grande processo em que estamos, aquele que vai culminar num grande final, implica que existam vários outros processos a ocorrer em simultâneo, alguns dos quais temos consciência, outros nem por isso, e cada um deles tem o seu tempo próprio. O que quero dizer com isto é que não estalamos os dedos e a vida muda. A vida muda em transição. Para fecharmos um ciclo e iniciarmos outro, precisamos curar-nos, fazer as pazes com o passado, perdoar, enquanto vamos libertando espaço, criando uma nova realidade no nosso espírito, fazemo-la descer à nossa mente e então eventualmente começamos a manifestá-la progressivamente.
Este mês iniciou-se com Neptuno a passar ao seu movimento direto e com um Eclipse Solar em Sagitário, o último do ciclo de Eclipses no eixo Gémeos/Sagitário. Se por um lado já nos fomos habituando a uma sobrecarga de informação, vinda de todos os lados e muitas vezes confusa, difusa, incoerente, que nos deixa com mais questões do que esclarecimentos, a passagem de Neptuno a Direto pode ter trazido alguma clareza relativamente a realidades que temos tido dificuldade em aceitar, às nossas habituais estratégias de fuga da vida, os lugares para onde nos evadimos porque a fantasia é sempre mais apelativa do que enfrentar as coisas como elas são. Neptuno é sobre fé, mas sobre a fé no divino, no invisível, na força maior que nos guia, suporta e ampara. O que muitas vezes tendemos a fazer é pegarmos nessa fé e aplicá-la aos sonhos, ás ilusões e ás fantasias que criamos na nossa mente para tornarmos o nosso vazio existencial mais suportável.
Então, eu diria que começámos este mês de Dezembro com a possibilidade de iluminação e de clareza, mesmo que ela não tenha sido logo óbvia e que não tenha entrado de rompante pela porta dentro a fazer-se anunciar. Os processos que vão acontecer a seguir e em simultâneo são:
Um confronto danado, o derradeiro, entre o que nos limita, o que nos prende, o que nos mete mete medo e o nosso impulso para sermos livres, originais e únicos. Deste confronto tem que nascer um consenso, um equilíbrio, que só pode ser alcançado através de alguma solidez da nossa estrutura e de alguma ordem e disciplina nas nossas vidas. Ao longo deste ano de 2021, teremos construído ou reforçado as nossas bases e fundações, para que então possamos afirmar-nos no mundo com maior firmeza, integridade, verdade, não atropelando ninguém, mas garantindo que também não somos atropelados. Outra coisa que eventualmente teremos conquistado com esta (re)estruturação é a capacidade, o direito e o sentido de automerecimento de sermos quem somos e de trazermos aquilo que temos de único e especial para o mundo, tornando-o um lugar melhor.
Uma profunda revisão de valores pessoais e sociais. Esta revisão vai desde o nossos sentido de valor pessoal, do quanto nos valorizamos, do quanto valorizamos e reconhecemos os nossos dons, talentos e recursos internos, á forma como usamos, valorizamos e reconhecemos os recursos, dons e talentos naturais daqueles que nos rodeiam. A outra dimensão é a de percebermos como usamos estes recursos e os colocamos ao serviço da sociedade. Como uso o meu talento, o meu dinheiro, os meus bens pessoais, os meus tesouros e de que forma posso tornar esse uso mais eficaz, disciplinado e sustentável. Temos que fazer escolhas que passam por reconhecer o que é verdadeiramente importante para nós, o que podemos conseguir/potenciar/renovar através de trocas e parcerias (e de pedidos de ajuda), o que podemos reciclar, reutilizar e como podemos fazer um uso mais consciente e mais respeitoso dos nossos recursos e dos recursos dos outros. O fluxo de abundância é mantido através de uma consciência de gratidão e respeito. E como vos dizia há uns dias, por mais que nos pareça que a consciência dominante é de separação, é através da união, da parceria e da partilha que vamos mais longe.
Uma nova consciência da informação que nos chega e da forma como a usamos. Uma forma de pensamento mais flexível, mas mais alinhada com a nossa sensibilidade e individualidade, mas também mais alinhada com aquilo que está para além do nosso umbigo.
Oportunidades de ficarmos frente a frente com o nosso passado e futuro, de repensarmos e realinharmos as nossas ações, a nossa fé, as nossas crenças, as nossas verdades, as nossas motivações e acima de tudo, colocarmos o nosso coração no leme. Não são os nossos desejos, amores e vontades. É aquela força que nos vem do centro do peito e que representa a nossa essência. É a parte de nós que detém sabedoria amorosa. Se no passado não a usámos, temos agora a oportunidade de a usar na hora de atirar a seta e garanto-vos que se assim for, não temos como falhar.
Concretização. Passos lentos, mas firmes e sólidos a caminho do lugar para onde temos estado a querer ir. Repito, não muda tudo de uma vez, mas o plano começa a ganhar forma e os primeiros passos começam a ser dados.
O final do ano acontece com a aguardada entrada de Júpiter em Peixes e com o início da renovação de uma fé que tem estado pressionada por um confronto que nos tem feito sentir estagnados, incapazes de andar nem para a frente, nem para trás. Júpiter em Peixes vai ser rápido. Em 2022 teremos uma boa parte do ano com Júpiter em Carneiro, portanto aconselho a usarem esta bênção com sabedoria, mas havemos de falar mais sobre ela.
Então, assim em jeito de síntese, compreendam que nenhum destes processos exclui o outro e que na verdade funcionam de forma complementar, atuando em várias áreas das nossas vidas e da nossa existência. É do confronto com as nossas limitações, com a nossa ideia de insuficiência, de falta de valor, de falta de amor, de vazio crónico, que nasce a possibilidade de nos revolucionarmos e encontrarmos o que temos de único, valioso, especial e original para trazer ao mundo. É a ordem interna que permite o caos e o impulso criativo. É a saturação e a frustração de estar no mesmo lugar há que tempos, presos por correntes, amarrados por cordas, meios amordaçados, que nasce a revolta e depois a coragem de enfrentarmos o que nos assusta e demoniza para nos afirmarmos nos nossos lugares de poder e merecimento. E fazemos isto com humildade, com fé, com reverência, com gratidão, nunca esquecendo que a vida é uma bênção, uma honra e um ato de serviço, mas também plenos e seguros de que o nosso lugar no mundo é nosso por direito.
Não fiquem presos à ideia de se é agora, se é em Janeiro, se é em Fevereiro. Estamos a fechar ciclos que se iniciaram antes de 2021, a meio de outros e a dar os primeiros passos para novos. Não se limitem, nem limitem as vossas vidas desta maneira. Não corram atrás de um final feliz. Perdoem-me a frontalidade, mas o nosso final feliz é morrer em paz e de coração cheio. Até lá, procuramos a integridade, a verdade, a fraternidade, o amor, a alegria, o prazer, a diversão, a autenticidade, a originalidade e de resto tudo o que faça a nossa alma sorrir e o nosso coração vibrar em mais amor. Desafios vão sempre haver, perdas também. Quanto mais cedo aceitarmos que fazem parte dos ciclos naturais da vida, em vez de lhes resistir e de encher a nossa vida com ansiedade e sofrimento, mais cedo podemos entrar no fluxo e operar a magia de que somos feitos.
Sejam felizes Xuxus. Sejam mágicos! ♥





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