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Lua Cheia em Gémeos

  • Writer: A Filha de Mercúrio
    A Filha de Mercúrio
  • Dec 14, 2021
  • 5 min read

Xuxus Galáticos,


É na madrugada de sábado para domingo, pelas 04h35, que acontece a Lua Nova aos 27º de Gémeos. Não sendo um Eclipse como a última Lua Cheia, quer-me parecer que vai ser uma Lua muuuuito importante e a explicação está no contexto em que ela acontece.


Luas Cheias representam sempre um ponto de iluminação, o culminar do que se iniciou pela Lua Nova. Na fase Nova não se vê a lua, é uma fase inconsciente, e é à medida que ela vai sendo iluminada pelo Sol que começa a ganhar consciência, a enfrentar as primeiras crises entre o inconsciente que vai sendo destapado, a sombra que vai sendo destapada, até atingir o seu pico máximo de iluminação (e de consciência) pela fase Cheia. Assim, Luas Cheias representam momentos que podem ser intensos e emocionais, mas de grande crescimento e sabedoria, na medida em que nos permitem ter uma visão clara e concreta do projeto que iniciámos. Nessa altura percebemos o que nos serve e o que não nos serve, o que precisa ser libertado e deixado para trás, e o que serve ou pode/deve ser reajustado para que esse projeto se concretize.


Posto isto, vamos ao contexto:

  • É uma Lua Cheia em Gémeos, portanto no eixo Gémeos/Sagitário, o eixo do Conhecimento e da Sabedoria.

  • Gémeos regido por Mercúrio e Sagitário regido por Júpiter, portanto os temas em cima da mesa são: comunicação (escrita, fala, pensamento e todas as formas de comunicação, mass media também), informação, trocas comerciais, negociações, grupos sociais, a sabedoria, a forma como transformamos conhecimento em sabedoria, verdade, fé e embora Júpiter seja considerado o Grande Benéfico, basicamente ele expande aquilo em que toca... para o bom e para o menos bom.

  • Mercúrio em Capricórnio vai estar em quadratura a Quíron em Carneiro que passa a direto no mesmo dia e Júpiter, nos últimos graus de Aquário, nos graus que finalizam a sua passagem por este signo, vai estar envolvido com a Lua por um trígono.

  • Vénus conjunta a Plutão passa a retrógrada no mesmo dia.

  • Saturno vai estar a uma semana e a sensivelmente 1º da última (e derradeira) quadratura a Úrano, que por sinal já se está a sentir agora e bastante.

É uma Lua Cheia onde a informação vai estar em grande foco, onde vamos receber notícias, descobrir coisas, saber informações que têm estado escondidas, na sombra, no segredo dos deuses. Estas novas informações podem estar associadas a relações comerciais, negócios, grupos sociais, manipulação, poder, controlo que tem sido operado no escuro e/ou questões relacionadas com cura e feridas. Vai remeter-nos para dentro, para nos fazer ver e rever os nossos valores, o que é verdadeiramente valioso e importante para nós, o que nos é essencial, o que precisamos verdadeiramente para (sobre)viver, quais são os verdadeiros dons e que recursos temos dentro e fora de nós, disponíveis para serem usados, e com que sabedoria os temos utilizado.


Notem que esta é a última Lua Cheia de um ano fortemente marcado por divergências de opiniões, confusão de informação, mas acima de tudo, pelo medo de confinar novamente, de ficar isolado novamente, afastado do trabalho, dos amigos, da família novamente. O medo de ficar sozinho. O medo de ser doença e de ser foco de contágio. O medo de ficar sem rendimentos e o medo de como se pode sobreviver sem rendimento. A vida mudava quase de mês a mês e constantemente fomos obrigados a ajustarmo-nos, a reinventarmo-nos, a reinventarmos fontes de receita, a reinventarmos o trabalho, os negócios, a ponderar melhor os nossos gastos e os nossos investimentos. A sensação geral (pessoal, mundana e terrena, não astrológica) que tive, foi que a dada altura tínhamos mais medo de ficar em isolamento ou de perder o trabalho/rendimento do que propriamente de contrair um vírus e isto é profundamente significativo. Isto mostrou-nos como os nossos maiores recursos são os que temos dentro de nós e como o medo de ficarmos sozinhos, isolados, fora da sociedade, fora dos nossos grupos sociais e de pertença, de sermos excluídos, marginalizados, criticados, nos levou a rever (ou não) aquilo que são os nossos valores pessoais e essenciais. A forma como respondemos a estes medos durante todo este ano, colocou em evidência a nossa capacidade de assumirmos a responsabilidade pelas nossas vidas, o quanto precisamos de fazer parte, de ser incluídos, de sermos aceites e até onde estamos dispostos a ir para que isso aconteça. Mostrou também onde está a nossa verdade, o que é para nós liberdade, que valor lhe damos e como reagimos quando ela nos é retirada... a nós e aos outros.


Bem, o que esta Lua nos traz é o início do fim do trabalho que fizemos durante este ano. É o confronto com todos estes temas, mas agora com alguma clareza e com informações que ainda não tínhamos. É como se até agora tenhamos estado a fazer este trabalho com uma venda nos olhos, apenas guiados pelo nosso coração, pela nossa intuição, pela nossa voz interna, remetidos para dentro de nós para um caminho de descoberta daquilo de que somos feitos e dos tesouros que temos escondidos dentro de nós, e agora nos tirassem a venda... e pudéssemos então ver com alguma clareza o lugar onde estamos, mas que até agora foi feito apenas ás apalpadelas. Deixem-me dizer-vos que quando puderem ver, vão descobrir dois tipos de pessoas: os que parece que se fartaram de andar e afinal não saíram do mesmo sítio e os que parece que tinham permanecido imóveis e afinal estão quase no fim do labirinto.


Não quer dizer que o caminho tenha chegado ao fim e que os desafios acabaram. O que quero dizer é que quem fez o trabalho durante este ano, tem a vida relativamente facilitada nos próximos meses, pelo facto de já estar a usar as ferramentas que precisa e por ter feito do coração a sua bússola para a vida. Esta Lua traz bênçãos das boas, mas também vai trazer muita confusão, muito ruído e nos próximos tempos ainda vai haver muito medo, muita restrição, muita limitação e muita solidão no ar. Nos próximos tempos ainda vamos assistir a relações que acabam, que mudam ou que se reinventam, incluindo a relação que temos connosco e muito disto vai acontecer á conta da revisão dos nossos valores, do que consideramos que precisamos ter, do que merecemos ter, da qualidade do amor que damos e recebemos e do quão sólido e estável ele vive e é emanado do nosso coração. Em síntese, nós não queremos continuar a sobreviver, queremos viver inteira e plenamente de acordo com uma verdade muito maior do que as pequenas e subjetivas verdades que nos vão sendo apresentadas pelo exterior.


Há novas informações que vão chegar e que vão mudar tudo, mas por agora, precisamos usar aquilo que já aprendemos a usar: o nosso coração. Permanecer ancorados nele, acreditar na justiça divina, no tempo divino, no amor divino. Acreditar que não importa o tamanho da provação, porque somos divinamente amparado e suportados. E vamos precisar usar o nosso coração quando a confusão for tão grande que já não sabemos mais no que acreditar ou em quem acreditar. A verdade que nos liberta é a nossa verdade, não a dos outros. É a verdade que construímos à medida que experimentamos a vida e vamos reunindo conhecimento que, depois de processado, se transforma em sabedoria. E é a verdade que reside dentro de nós, na nossa base, no nosso core, na nossa essência. Dentro de nós sabemos sempre qual é o caminho, mesmo que não seja o mais óbvio ou o que parece mais fácil. Dentro de nós sabemos sempre qual é o caminho que vale a pena... resta-nos ter força, coragem e integridade para o trilhar.


Feliz Lua Cheia, meus queridos.





 
 
 

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