Quando é que isto acaba?
- A Filha de Mercúrio

- Dec 13, 2021
- 3 min read
Xuxus Galácticos,
É raríssimo o dia em que não recebo mensagens vossas a perguntarem quando é que isto passa, quando é que isto alivia, quando é que acaba. Deixem-me tentar responder-vos de uma forma muito geral, mas que vou tentar que seja o mais clara possível.
O que se está a passar em termos de coletivo é um enorme processo de mudança social. Como sabem, há uma Era que chegou ao fim e há uma nova a erguer-se. É neste processo de transição que nos encontramos atualmente. Este processo é influenciado pelas nossas escolhas individuais, mas se não estivermos presentes e atentos, se estivermos a viver nos nossos medos, a partir de um lugar inconsciente, a fugir do que tememos e a viver dos nossos automatismos, também nos influencia individualmente.
O fim de um ciclo traz sempre as sombras que se acumularam durante esse tempo para serem iluminadas, mas como temos aprendido, o confronto com essas sombras raramente é pacífico ou isento de, no mínimo, algum desconforto. E isto está a ser vivido colectivamente.
Atualmente há um processo de (tentativa) de separação a acontecer e de um lado temos aqueles que de nós querem a sua antiga vida de volta e do outro aqueles que já aceitaram que essa vida já era e que se encontram a meio da ponte a caminho do novo mundo que querem construir. Isto é o que acontece nos dois níveis: coletivo e individual e cada um vai ter que pagar o preço pela sua escolha, cada um vai ter que pagar ou o preço do bilhete que lhe garante a travessia, ou o preço de ficar num lugar que já ruiu. Certo é que ou ficamos de um lado ou ficamos do outro. Não vai dar para ficar com um pé lá e outro cá.
Nos próximos meses é isto que nos vai ser cobrado a todos, o lado em que queremos estar, certos de que quanto mais caminhamos para a nossa luz, mais a sombra se fará sentir. Por isso é que vos tenho dito que os próximos meses vão ser sobre coragem, verdade, autenticidade, responsabilidade, liberdade e empatia e vão ser sobre o quão firmes nos conseguimos manter nestes valores, caso façamos deles os nossos valores.
O carma não distingue bom de mau, apenas devolve na medida do que se dá. Se a escolha for entrar em discussões, discursos de ódio, viver no medo, ataques, manipulações, lutas, agressividade, imposição de verdades... o que será devolvido não será certamente empatia, amor, entreajuda, solidariedade e bênçãos.
Os próximos meses vão ser agitados e vão desafiar-nos a sair das nossas zonas de conforto e desafiar a nossa fé. Eu vejo-os como um processo de libertação, mas que podem trazer injustiças, revoltas, alguma confusão, incoerência que nos farão questionar a verdade de quem somos, a verdade pela qual lutamos e quais são os nossos valores mais essenciais. Na confusão e no caos, ou olhamos para dentro e percebemos que força (de verdade e de amor) nos sai do peito e nos move ou acabamos arrastados pela multidão. No fim, a verdade é o que nos liberta.
Por isso tenham paciência, façam o melhor que sabem, que podem, que o vosso coração vos permite e confiem na justiça divina, mas estejam atentos, presentes, conscientes. Sejam responsáveis nas vossas ações. Sejam coerentes. Sejam corajosos. Lutem com sabedoria e com firmeza, mas também com amor. E saibam despedir-se do velho com graciosidade. Saibam ser únicos e originais.
Nenhum de nós é perfeito ou infalível, mas podemos sempre pensar se o que vamos fazer ou dizer a seguir, contribui para que o mundo que deixamos seja melhor que o mundo a que chegámos. O que vos posso garantir é que todas as respostas de que precisam já existem dentro de vocês... Só precisam de não ter medo, de serem corajosos, de terem fé e de confiar.
Ah... E respondendo à questão: isto acaba quando morremos, embora desconfie que tem continuação ;).





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